Escola Dominical, Classe: Adolescentes – 3°
trimestre de 2023 – CPAD
Título: Grandes Cartas para Nós
Revista: do Professor
Comentarista: Rafael Luz
LEITURA BÍBLICA
2 João 4-11
A
MENSAGEM
Esse
amor quer dizer isto: viver uma vida de obediência aos mandamentos de Deus.
Como vocês ouviram desde o começo, o mandamento é este: continuem a amar uns
aos outros. 2 João 6
Devocional
Segunda
» 1Tm 3.15
Terça »
Jo 14.21-23
Quarta »
Jo 14.6
Quinta »
1 Jo 3.10,11
Sexta »
Rm 12.13
Sábado »
Rm 16.17.18
Objetivos
MOSTRAR uma visão panorâmica da Segunda Carta
de João;
REVELAR a relação entre a verdade e o amor na
fé cristã;
DESTACAR como devemos lidar com os falsos
mestres
Ei
Professor!
Pensar em uma educação cristã sem qualquer vínculo concreto com
uma espiritualidade viva e bíblica é um equívoco que nós professores não
podemos cometer. Infelizmente, há alguns professores que não oram mais, não
leem a Bíblia, não jejuam e nem têm vida devocional ativa a algum tempo. Por
essa razão, a palavra de incentivo e despertamento para você hoje, é: “ore,
leia e medite nas Escrituras, jejue” Docência cristã e devoção são dois lados
de uma mesma moeda. Deus te abençoe.
Ponto de
Partida
Querido (a) professor (a), como você sabe, um bom mestre nunca
deixa de ser aluno. Ele está sempre estudando as Escrituras, se atualizando
sobre seus alunos, sobre o mundo onde vive e sobre si mesmo. Sendo assim,
sugerimos cinco ações para você melhorar ainda mais sua aula:
1) Prepare a aula com antecedência, evitando imprevistos;
2) Interceda a favor de seus alunos e da aula;
3) Programe atividades extraclasse com sua turma periodicamente,
4) Leia regularmente a Bíblia, jornais e outros livros;
5) Busque feedback de suas aulas com seus alunos através de
conversas e questionários. Tenha uma ótima aula!
Vamos Descobrir
Hoje vamos estudar sobre a Segunda Carta de João. Sugiro que
leia esta pequena epístola do começo ao fim de uma única vez. Nessa LIÇÃO
seremos estimulados a ser pessoas que amam verdadeiramente a Deus e ao próximo.
Também seremos desafiados a rejeitar e a resistir a todos os ensinos de falsos
mestres, seguindo fielmente os ensinamentos de Jesus.
Hora de Aprender
I
- UMA VISÃO PANORÂMICA DA SEGUNDA CARTA DE JOÃO
1. Autoria
da Carta.
O autor
desta carta se identifica pelo ofício desempenhado na igreja: o “presbítero” (2
Jo 1). Tal título está de acordo tanto com o ofício (o que supervisiona e
ensina um rebanho) quanto com a idade de João (um ancião). A utilização do
título pressupõe que o autor conhece e é conhecido pelos destinatários.
Provavelmente, ele era o único discípulo de Jesus Cristo vivo e tinha a
responsabilidade de orientar a igreja.
2. Os
destinatários.
A
primeira impressão que temos ao ler a saudação “Do presbítero para a querida
Senhora e os seus filhos” (2 Jo 1) é que a Carta foi escrita a uma mulher
cristã anônima e sua família. No entanto, a expressão “querida Senhora”, não se
refere a uma mulher, mas a uma igreja e “seus filhos” são os membros
individuais desta igreja local. Essa compreensão se baseia nos seguintes
argumentos:
Tanto
Israel quanto a Igreja são normalmente retratados nas Escrituras pelo gênero
feminino (noiva, esposa etc.);
A
“senhora” destinatária da Carta e “seus filhos” são amados tanto por João
quanto por “todos os que conhecem a verdade” (v.1);
A
saudação final, que se refere aos “filhos da sua querida Irmã” (v.13),faz muito
mais sentido referindo-se a uma igreja irmã. Logo, os destinatários da Carta são
irmãos em Cristo.
3. O
propósito da Carta.
Possivelmente
essa Carta foi escrita em um contexto histórico muito parecido ao da primeira.
Seus destinatários estavam sendo influenciados pelos mestres gnósticos
itinerantes. Por isso, o apóstolo está alertando-os a manterem-se fiéis (2 Jo
1-4).
I - AUXÍLIO DEVOCIONAL
“Nos quatro primeiros versículos desta breve carta, a palavra
‘verdade’ aparece cinco vezes. Os falsos ensinos estavam começando a se
infiltrar na igreja; isto levou João a refutar estas falsidades com fortes
admoestações aos crentes, sobre como conhecer e viver na verdade a respeito de
Jesus Cristo. Na sua carta chamada primeira carta de João, ele explicou
claramente aos crentes como eles poderiam saber que estavam fundamentados na
verdade e como poderiam discernir se os professores eram verdadeiros ou falsos.
A consequência óbvia, então, era a questão de como os crentes
deveriam agir com relação aos falsos professores que tinham estado causando
tantos problemas nas suas igrejas (a questão de que João tratou na sua primeira
carta). Tanto a segunda carta de João como a terceira concentram-se na
‘verdade’ e na recusa em dar ouvidos, hospitalidade ou qualquer tipo de
incentivo àqueles que não ensinam a verdade” (Comentário do Novo Testamento –
Aplicação Pessoal. Vol. 2. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p. 795).
II
- A IGREJA E SUA RELAÇÃO COM A VERDADE E O AMOR
Vivemos
em um tempo em que a verdade é vista como transitória e relativa por parte da
sociedade. Porém, a Bíblia nos diz que a verdade não é um conceito abstrato,
mas uma pessoa divina: Jesus é a verdade (Jo 14.6). Ele nos prometeu que o
Espírito da verdade (Jo 14.16,17) nos ensinará toda a verdade (Jo 16.13). Por
essa razão, o apóstolo Paulo disse que a Igreja do Deus vivo “é a coluna e o
alicerce da verdade” (1 Tm 3.15).
Tendo em
mente esta íntima relação do Evangelho com a verdade, o apóstolo João revela
sua alegria ao saber que alguns irmãos da congregação estão vivendo “de acordo
com a verdade” (2 Jo 4). Eles escolheram a obediência ao mandamento de Jesus,
ao invés dos “novos ensinamentos” dos falsos mestres: eles preferiram andar na
verdade e manter o compromisso de fé, que envolvia crer em Jesus Cristo e amar
ao próximo (vv. 5,6).
O amor é
a essência da fé cristã. A
Bíblia diz que se somos incapazes de amar o nosso próximo, então, não podemos
amar a Deus (1 Jo 4.8,20). A prática do amor é um dos testes que distinguem os
filhos de Deus dos filhos do Diabo (1 Jo 3.10,11) e a obediência aos
mandamentos é a prova do nosso amor a Jesus (Jo 14.21; 15.14-17). Por isso,
conciliar a verdade e o amor é o desafio de todo cristão (Ef 4.15)
II - AUXÍLIO APOLOGÉTICO
“O pronunciamento de Jesus: ‘Eu sou o caminho, e a verdade, e a
vida’ (João 14.6) não é meramente uma expressão qualquer entre muitas. Para o
cristão, representa a proclamação fundamental. Em palavras bastantes simples,
significa que Jesus permanece como a figura em torno da qual a vida da pessoa é
alicerçada. Seus propósitos dão sentido e coerência à vida dedicada ao seu
serviço.
Comprometer-se com a verdade neste nível envolve mais que
consentimento intelectual a uma teoria; envolve iniciar sem reservas um modo de
vida” (PALMER, Michael D. (editor). Panorama do Pensamento Cristão. Rio de
Janeiro: CPAD, 2001, p.470,471). “O pós-modernismo é basicamente a
reinterpretação do que é conhecimento e do que conta como conhecimento. Em
termos mais gerais, representa uma forma de relativismo cultural sobre coisas
como a realidade, a verdade, a razão, o valor, o significado, o ego e outras
noções.
Na visão pós-moderna, não há coisas como realidade objetiva,
verdade, valor, razão e assim por diante. Todas estas são construções sociais,
criações de práticas linguísticas e, como tais, são relativas não a indivíduos,
mas a grupos sociais que partilham uma narrativa comum” (GEISLER, Norman L.
& MEISTER, Chad V. Razões para crer: apresentando argumentos a favor da fé
cristã. Rio de Janeiro: CPAD, 2013, p. 118).
III
- COMO LIDAR ATUALMENTE COM OS FALSOS MESTRES
No
decorrer da Carta, João vai contrastar aqueles que vivem uma vida de obediência
aos mandamentos de Deus com os enganadores, espalhados pelo mundo (2 Jo 6,7). O
apóstolo, numa atitude pastoral, instruiu a congregação sobre a maneira como
deveriam agir com os falsos mestres. E nós também devemos seguir a orientação
bíblica, pois ainda hoje, há falsos mestres que distorcem o Evangelho do Senhor
Jesus. Você sabe o que devemos fazer diante dessa realidade?
Não
devemos subestimar os falsos mestres, pois são muitos e estão se movimentando
com o propósito de enganar (2 Jo 7). Eles distorcem a verdade de forma
sedutora. Eles mentem sobre Cristo. Estão por todos os lados disseminando seu
engano: nas redes sociais, nas universidades, na tv e até em algumas igrejas,
que são adeptas de modismos. Eles pregavam um falso Cristo e um falso
Evangelho.
Não
devemos dar ouvidos a eles, para não perdermos a nossa recompensa em Cristo (2
Jo 8). A preocupação de João é que seus leitores sejam conquistados pela
sedução dos enganadores. Sobre isso, a Bíblia alerta: “guardem o que vocês têm,
para que ninguém roube de vocês o prêmio da vitória” (Ap 3.11).
Não
devemos ultrapassar os limites da doutrina (2 Jo 9). João revela aqui o perigo
de irmos além dos limites das Escrituras, em busca de novidades. Os falsos
mestres deixaram Deus para trás quando negaram Jesus Cristo. E fazem o mesmo
hoje: em nome de uma suposta “atualização” bíblica, regridem e se perdem da
verdade.
Não
devemos acolhê-los em nossa casa (2Jo 10,11). Embora a hospitalidade fosse
recomendada na Escritura (Rm 12.13; Hb 13.2; 1 Pe 4.8,9), o apóstolo João é
categórico ao dizer que não devemos receber falsos mestres, nem os saudar.
Devemos manter distância desses enganadores.
III - AUXÍLIO TEOLÓGICO
“Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não
permanece não tem Deus (2 Jo 9, versão ARA). O verbo proagon, ‘está
avançando’, é encontrado somente aqui no NT. Ele era preferido pelos antigos
gnósticos, que afirmavam ter um conhecimento ‘mais avançado’, que ia além do
conhecimento dos cristãos normais. Aqui João usa a palavra desdenhosamente com
respeito àqueles que afirmam ter ‘ido além de Cristo’ na sua aproximação com
Deus. Impossível!
Nós podemos avançar em Cristo, crescendo nEle. Mas não existe
uma maneira de avançar além dEle” (RICHARDS, Lawrence O. Comentário
Histórico-Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p.539).
“Descartar as pessoas pode parecer rude, mas é muito melhor ser fiel a Deus do
que ser meramente cortês com as pessoas! João não estava ensinando que a igreja
não deveria receber os que não são crentes, ou mesmo aqueles que tinham sido
desviados pelos falsos professores.
No entanto, ele estava ensinando que a porta deve permanecer
fechada àqueles professores que se dedicam a contrariar os verdadeiros ensinos
de Deus e que vêm à igreja para ‘trazer’ a sua mensagem. Existe uma diferença
entre a hospitalidade para com estranhos que os crentes podem conquistar para
Cristo e a hospitalidade para com aqueles que estão empenhados em conquistar os
crentes, afastando-os de Cristo. Os cristãos devem confiar em Deus e perceber a
diferença.’’ (Comentário do Novo Testamento – Aplicação Pessoal Vol. 2. Rio de
Janeiro: CPAD, 2010, p. 798).
CONCLUSÃO
Esta
Carta é um verdadeiro alerta a todos os cristãos, pois não podemos nos
distanciar da verdade. Por isso, a cada dia, devemos estudar mais a Bíblia e
sempre renovar o nosso compromisso de obediência ao Senhor Jesus.
Pense Nisso
Andar na verdade e praticar o amor são dois compromissos que devem
ser perseguidos por todo discípulo de Jesus Cristo. Nossa caminhada deve ser
marcada tanto pela busca da verdade, quanto pela prática do amor. Afinal de
contas, amor sem verdade é frágil e verdade sem amor é insensível.
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