INTRODUÇÃO
Sempre
que pensarmos em formação de um educador, devemos pensar em um exemplo de
mestre, e Jesus foi o Mestre por excelência: Ele conquistou o coração de doze
homens e com os mesmos ele revolucionou o mundo. Diante disso, vem a pergunta:
como Ele conseguiu isso em uma época sem tecnologia e nem bem às comodidade que
existem hoje.
Um
bom educador vai tentar seguir essas características de Jesus: ele se
Interessava pelas pessoas, as amava profundamente - Jesus amou seus alunos,
preparou-os para a vida, valorizou-os e fez deles uma bênção para o mundo.
Pedro, com um temperamento imprevisível, foi um pregador poderoso; João o
iracundo, se transformou no apóstolo do amor. Ele se identificava com as
necessidades delas - fossem físicas, emocionais ou espirituais. Dessa maneira,
o ensino relacionava-se com a vida. Ele dominava a matéria que ensinava;
ministrava um ensino vivo e contextualizado; exemplificava seu ensino por meio
de sua vida; usou os métodos de ensino mais adequados à época e ao público-
métodos do cotidiano, sal, água, luz, arado, vento etc. Ensinava com unção,
buscava o melhor de seus alunos; olhava para os homens não só pelo que eram,
mas pelo que haveriam de ser.
Jesus
foi e é o Mestre divino, perfeito, exemplar, irrepreensível. O exemplo de sua
vida é o mais admirável e edificante. Jesus ensinava aquilo que Ele mesmo
vivia. Seus ensinamentos, suas parábolas, suas lições de vida eram o reflexo de
seu modo de viver. E seu viver era todo inspirado e iluminado por sua sabedoria
divina.
Veja também:
1)
Mantendo o Professor Atento – Clique
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2)
Exigências aos Professores – Clique Aqui
3)
Como o professor se Prepara idealmente
para aula na Escola Dominical? Clique Aqui
1. Desenvolvimento
A
palavra "formar" na língua portuguesa significa "algo ou alguém
que obteve um formato, criar, dar uma forma". Do latim "forma",
significando "aparência", "aspecto", "contorno",
"padrão", possivelmente do grego "morphé", significando "aparência externa, beleza,
aspecto". É importante pensarmos sobre essa definição para entendermos o
contexto geral. Quando falamos em formação de educadores, precisamos pensar não
só no aspecto externo, mas sim em questões subjetivas, emocionais, sociais e
espirituais.
Um
educador é alguém que orienta, direciona, leva o aluno à reflexão e a uma
mudança de comportamento. Sem isso não existe aprendizagem. Um educador que tem
sua base no amor de Deus e tem sua atividade pautada pela responsabilidade e
organização, com certeza fará com que sua aula não seja apenas uma transmissão
de conhecimentos vazios e sem sentidos.
Quando
pensamos em educador, pensamos em ensino e, segundo Fernadez (2001), existem
alguns tipos de ensinos que podem favorecer ou boicotar a aprendizagem dos
alunos, das quais podemos citar:
1) A Perversa ou
Exibicionista, que é quando o mostrar transforma-se em
mostrar-se; esse mostrar já não é mostrar, mas exibir-se. Este tipo de
modalidade vai provocar no aluno uma dificuldade chamada inibição cognitiva, ou
seja, ele evita estabelecer contato com o objeto de conhecimento, evita pensar.
Onde inconscientemente pode aparecer o "Não me interessa".
2) A Neurótica ou
Segredo. Devemos
pensar que o guardar, necessário a todo movimento de ensinar, pode deslizar até
o ocultar e logo até o esconder; é quando a modalidade de ensino torna-se
inflexível. E a partir dessa modalidade pode surgir um sintoma chamado
oligotmia. Nesta dificuldade, o aluno renega sua capacidade pensante,
posicionando-se em um "não sei" que filtra o "não posso
saber" e desmente o que já aprendeu, proibindo-se de questionar.
Depois
a autora fala do Fracasso Escolar, que envolve a instituição de ensino, os
professores e demais profissionais da instituição. Quando não existe uma boa
iluminação, ruídos externos, não há preparação das aulas, diante disso o aluno
também pode apresentar uma dificuldade, perdendo o desejo e a motivação para
frequentar as aulas e, mais do que isso, ser apenas um corpo presente, mas sem
questionamentos e sem reflexão.
Mas
o que seria um ensino a aprendizagem sadios? A aprendizagem sadia envolve o
mostrar, onde o professor fica desprovido do seu "eu", ou seja, não
se exibe. Depois vem o guardar, e isso envolve o conhecimento prévio do
professor, por exemplo, sobre as fases do desenvolvimento humano e o que
acontece em cada fase; envolve saber o que devo ou não falar, se isso vai
edificar a vida dos meus alunos e, por fim, o aprender. Sabemos que aprender
supõe curiosidade e o educador deve promover essa curiosidade em seus alunos.
Somente quando se tornam estereotipadas, rígidas, fixas, mantendo-se
constantes, é que podemos falar em patologia.
2. Como o educador pode fazer a diferença
Nenhum
educador, sejam pais, lideres ou professores, pode influenciar a vida de
alguém, se este mesmo não viver plenamente o que ensina. O exemplo continua
sendo um fator determinante, e é importante lembrar que as crianças aprendem
muito por imitação, depois na adolescência elas começam a ressignificar e é
onde podem aparecer as "patologias".
Segundo
Silva (2014), a Escola Dominical é a escola de ensino bíblico da igreja, que
evangeliza enquanto ensina, conjugando os dois lados da grande comissão de
Jesus. Ela existe para ministrar a pequenos e grandes, e este ensino é um
ministério pessoal. Por isso, a importância do educador ter uma vida pautada
pela ética, responsabilidade, dedicação e amor. Dando exemplo de um verdadeiro
cristão.
Outro
fator importante para que o educador influencie a educação secular, é saber
fazer uso do currículo. O professor deve se preparar o quanto puder quanto mais
aprender e tiver mais experiências tanto na ED quanto fora dela será de suma
importância nas questões do ensino. Entretanto, é também de suma importância
que ele considere o currículo preparado para cada fase do ensino na Escola
Dominical. Pois o mesmo foi planejado detalhadamente com o objetivo de auxiliar
o professor.
Outra
característica do bom educador é a valorização pessoal concedida a cada aluno,
para isso é fundamental que ele conheça seu publico.
Quem
são?
Onde
moram?
Com
quem vivem e como vivem?
Valorizando
sua historia e experiências de vida, sem fazer acepção de pessoas. Isso é uma
marca do educador, quantos alunos foram transformados a partir de um pequeno
gesto do educador, uma palavra de elogio ou mesmo um sorriso. Devemos pensar
que cada pessoa tem sua marca, seu jeito de ser, sua personalidade.
Quando
falamos em educar e influenciar, não podemos desprezar o contexto atual, com
suas tecnologias e ideologias, muitas delas afetando significamente o emocional
e o cognitivo dos nossos alunos. Por isso, é importante que o educador reflita
com os alunos sobre as redes sociais, seus pontos positivos e negativos,
levando a classe a uma reflexão e do quanto elas têm afetado ou não a
sociedade. Cuidando sempre com a crítica exagerada.
CONCLUSÃO
Segundo
Lebar (2009), as pessoas não são folhas em branco, esperando passivamente para
serem preenchidas e o ambiente possui um efeito profundo no crescimento das
mesmas, mas lembre-se o ambiente influencia o ser, mas não o controla. Por
isso, é fundamental que o educador que deseja influenciar de maneira positiva e
ultrapassar as paredes da Escola Dominical atingindo a educação secular, tenha
um compromisso com o bom exemplo, valorizar o currículo, identificar o seu
público e ter consciência do quanto a tecnologia tem afetado nossos alunos.
Portanto, para sermos bons educadores e influenciar o ensino secular,
precisamos aprender com o Mestre dos Mestres, e para isso é preciso dedicação,
responsabilidade, renúncia e acima de tudo desejo de aprender, pois a aprendizagem
cristã nunca cessa, ela é continua e provoca uma mudança de comportamento, e
que essa mudança possa ser positiva.
Divulgação: www.subsidiosebd.com | Fonte: Ensinador
Cristão, Ano 20 – N° 77 – CPAD | Artigo: Serenita Rienzo