Lições Bíblicas Dominical - Adultos 2° Trimestre 2025 | CPAD Lições Bíblicas Dominical – Adultos 2° Trimestre 2025 E o Verbo se Fez Carne: Jesus sob o Olhar do Apóstolo do Amor Comentarista: Elienai Cabral Temas das Lições Lição 1 - O Verbo que se tornou carne Lição 2 - O Novo Nascimento Lição 3 - A Verdadeira Adoração Lição 4 - Jesus, o Pão da Vida Lição 5 - A Verdade que Liberta Lição 6 - O Bom Pastor e Suas Ovelhas Lição 7 - “Eu Sou a Ressurreição e a Vida” Lição 8 - Uma Lição de Humildade Lição 9 - O Caminho, a Verdade e a Vida Lição 10 - A Promessa do Espírito Lição 11 - A Intercessão de Jesus pelos Discípulos Lição 12 - Do Julgamento à Ressurreição Lição 13 - Renovação da Esperança
Lição 5 - Os Primeiros Discípulos
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Lições
Bíblicas 1° Trimestre de 2018, Jovens Professor – CPAD
TÍTULO:
Seu Reino não Terá Fim
Subtítulo:
Vida e obra de Jesus seguindo o Evangelho de Mateus
Comentarista:
Natalino das Neves
Classe:
Jovens
Aula: 04/02/2018
TEXTO
DO DIA
“E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos
farei pescadores de homens.”(Mt 4.19)
SÍNTESE
O chamado de Jesus e a afirmação de que
a seara é grande e os ceifeiros são poucos continuam atuais.
AGENDA DE LEITURA
SEGUNDA
– Mt 4.20,22: Chamados, os discípulos obedeceram
TERÇA
– Mt 4.24: A fama de Jesus correu por toda a Síria
QUARTA
- Mt 22,15,16: João Batista e os fariseus também tinham discípulos
QUINTA
- Jo 13.35: O amor identifica o discípulo de Jesus
SEXTA
- Mt 5.13: Os discípulos são o sal da terra
SÁBADO
– Lc 6.40: “O discípulo não é superior a seu mestre”
OBJETIVOS
1.
MOSTRAR como se deu o chamado dos primeiros
discípulos;
2.
APRESENTAR o discipulado como estratégia de
crescimento;
3.
DISCUTIR a eficácia do ensino do Mestre.
INTERAÇÃO
Professor (a), você conhece
a origem da palavra método? Sabe definir tal vocábulo? A palavra método é de
origem grega, methodos e significa
caminho ou via que se utiliza para chegar a determinado fim. Para melhor
compreensão, método é o caminho a ser seguido para alcançar os objetivos
propostos de uma aula. Assim sendo, primeiro o professor (a) precisa definir o
objetivo a ser alcançado. Na sua revista, os objetivos já foram estabelecidos
pelo autor da lição, mas para que você alcance melhores resultados é necessário
adaptá-los com sua realidade. É importante que você também diversifique a
metodologia a cada aula.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Para a aula de hoje,
sugerimos que você providencie cópias do esquema abaixo e canetas. Reserve pelo
menos uns 15 minutos da aula para a atividade. Solicite que os alunos formem
grupos, e em seguida distribua as cópias das folhas para os grupos e as
canetas. Em grupo os alunos vão preencher o quadro apresentando sugestões de como
implantar ações de discipulado para os jovens da comunidade. Eles devem apontar
também as possíveis dificuldades e como solucioná-las.
DISCIPULADO PARA
JOVENS
Medidas
Dificuldades
Como resolver?
TEXTO BÍBLICO
Mateus
4.18-25
18 E Jesus, andando junto ao mar da
Galileia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, os quais lançavam as redes
ao mar, porque eram pescadores.
19 E disse-lhes: Vinde após mim, e eu
vos farei pescadores de homens.
20 Então, eles, deixando logo as redes,
seguiram-no.
21 E, adiantando-se dali, viu outros
dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, num barco com Zebedeu,
seu pai, consertando as redes; e chamou-os.
22 Eles, deixando imediatamente o barco
e seu pai, seguiram-no.
23 E percorria Jesus toda a Galileia,
ensinando nas suas sinagogas, e pregando o evangelho do Reino, e curando todas as
enfermidades e moléstias entre o povo.
24 E a sua fama correu por toda a
Síria; e traziam-lhe todos os que padeciam acometidos de várias enfermidades e
tormentos, os endemoninhados, os lunáticos e os paralíticos, e ele os curava.
25 E seguia-o uma grande multidão da Galileia,
de Decápolis, de Jerusalém, da Judeia e dalém do Jordão.
INTRODUÇÃO
Ninguém pode fazer a obra de Deus
sozinho, por isso Jesus, o Filho de Deus, chamou alguns discípulos para estar mais
próximos e ajudarem em seu ministério. O Mestre investiu tempo para preparar
estes primeiros discípulos, a fim de que eles dessem continuidade à sua missão
depois da sua partida.
Jesus comissionou os primeiros discípulos
e começou o seu ministério de evangelização na região da Galileia, logo que
soube
que João estava preso. O início da pregação
na região da Galileia e a preparação dos discípulos foram fundamentais para a
expansão do Evangelho.
I – CHAMADOS PARA SEREM PESCADORES DE
HOMENS
1.
O discípulo recebia formação aos pés do seu mestre.
A escolha do discípulo era de grande responsabilidade,
pois ele seria o sucessor do mestre para discipular as futuras gerações. No judaísmo,
o discípulo era alguém formado aos pés de um rabi, o mestre religioso, portanto
era algo honroso, mas acompanhado de grande responsabilidade. João Batista e os
fariseus também tinham
grupos de discípulos (Mt 22,15,16; Mc
2.18).
Para ser convocado pelo mestre, o discípulo
deveria apresentar algumas qualificações, como por exemplo, ter memorizado a
Torá, além de possuir potencial para se tornar um mestre no futuro. Ele também
precisava ser próximo de seu mestre, pois a partir da escolha deveriam ter uma
vida em comum por um longo período. A
princípio pode parecer que Jesus não teve
o devido cuidado na escolha dos primeiros discípulos. O texto descreve a escolha
a partir de um encontro casual e repentino, durante uma caminhada
junto ao mar. Por isso, a necessidade de
analisar esta narrativa de Mateus em conjunto com os demais Evangelhos, pois as
informações se complementam. Cada um dos evangelistas teve o seu objetivo na hora
de escrever os Evangelhos, com destinatários específicos e informações que
seguiam também as necessidades específicas.
2.
A escolha dos discípulos.
Quando o chamado dos primeiros
discípulos é analisado em conjunto com outros Evangelhos é possível perceber
que Jesus os conhecia antes de chamá-los e os preparou depois da chamada.
Diferente do que aparenta a leitura isolada de Mateus, João nos dá mais
detalhes a este respeito (Jo 1.35-56). André, o primeiro discípulo a ser
chamado já havia abandonado o negócio de pescaria da família para ser discípulo
de João Batista e deve ter visto Jesus pela primeira vez quando este foi
batizado por João.
Quando ouve João dizer que Jesus era o Cordeiro
de Deus, ele segue a Jesus até sua casa e passa o dia com o Mestre. No dia seguinte
André encontra seu irmão Simão e o leva para conhecer Jesus (Jo 1.41,42). No
outro dia Jesus também chama Filipe, que, também traz mais um discípulo,
Natanael. Os novos amigos e discípulos de Jesus permanecem juntos durante
vários dias (Jo 2.12).
O lugar onde ocorreu o chamado dos primeiros
discípulos é motivo de controvérsia entre alguns estudiosos dos Evangelhos. Pois,
a narrativa dos Evangelhos pode dar impressões diferentes. Segundo João parece
que eles foram chamados na Judeia, onde João pregava. Mas de acordo com Mateus
o local definido é a Galileia. Os comentaristas geralmente falam de duas
chamadas, a primeira na Judeia e a segunda e definitiva, pouco depois, na
Galileia quando Jesus iniciou o seu ministério, após saber da prisão de João
Batista.
3.
Ser discípulo exige fazer algumas renúncias.
O que caracteriza um verdadeiro discípulo
de Jesus? É a sua disposição para segui-lo, independente das circunstâncias. A
chamada dos discípulos e a resposta imediata deles mostram como se dá a
verdadeira conversão. O chamado de Jesus falou mais forte do que os projetos
pessoais e familiares daquele grupo de homens. Mateus mostra que os discípulos abandonaram
suas profissões para seguir a Jesus, porém eles não abandonaram seus familiares
por completo (Mt 8.14,15; 20.20). Mas, uma coisa é certa, todas as pessoas que
se propõe a seguir Jesus terão que fazer algum tipo de renúncia e mudar o
estilo de vida.
Pense!
Os discípulos de Jesus tiveram que
fazer algum tipo de renúncia
para seguir a Jesus. Jovem, o que você
tem renunciado por Cristo?
Ponto Importante
O chamado para o exercício do ministério
é para pessoas ocupadas e que estejam dispostas a seguir Jesus, independente das
circunstâncias.
II – O DISCIPULADO COMO ESTRATÉGIA DE
CRESCIMENTO
1.
O início do ministério de Jesus e a preparação dos discípulos.
Jesus deu início ao seu ministério
terreno assim que soube da morte de João. Ele retorna para a Galileia, mas não
se estabelece em sua cidade natal, Nazaré, onde foi rejeitado (Lc 4.29). Jesus
se muda para Cafarnaum, uma cidade marítima na região de Zebulom e Naftali.
Mateus faz questão de enfatizar que Ele não fez isso por acaso, mas para que se
cumprissem as Escrituras. Por isso, ele cita Isaías 9.1,2. Uma predição de que
os habitantes de Zebulom e Naftali, que estavam em trevas, veriam uma grande
luz. Mateus relê o texto de Isaías, apresentando Jesus como essa grande luz que
traria a salvação para esse povo. A chamada Galileia dos gentios estava em
trevas, distante de Deus e era um campo fértil para conversões.
Jesus não foi para os grandes centros da
Judeia e nem comissionou os principais rabinos e mestres de Jerusalém para
iniciar o seu ministério. Ele escolhe discípulos da própria região, sem
qualificações de liderança. Mas investiu na preparação deles. A comitiva de
Jesus saiu por toda a Galileia pregando, ensinando e realizando diversos
milagres. Assim, os discípulos vão sendo preparados “aos pés de Jesus”.
2.
A difusão das Boas Novas pelos discípulos.
A estratégia de Jesus deu grande
resultado, pois as pessoas que se convertiam se transformavam em novos discípulos
para anunciar as Boas Novas. Jesus, como homem, não poderia estar em vários
lugares ao mesmo tempo, mas poderia ser representado pelos discípulos.
O envolvimento daqueles que eram alcançados
pela mensagem das Boas Novas era tão grande que Mateus registra que as pessoas
da região da Galileia, da Judeia, de Jerusalém, dalém do Jordão, inclusive de
Decápolis e da Síria, foram alcançadas pelo Evangelho. A mensagem de salvação
ultrapassou as fronteiras. E isso se deve ao envolvimento e testemunho dos
novos convertidos.
Os discípulos foram aprendizes e testemunhas
dos milagres de Jesus, foram propagadores de sua mensagem e instrumentos de
Deus para cura dos enfermos. A expansão do Reino de Deus se deu com pessoas
simples, porém testemunhas do poder de Deus na vida de Jesus. Eles propagavam
com eficácia a mensagem e os feitos de Jesus nas ruas, casas e comércio, de tal
forma que milhares de pessoas se convertiam e a cada dia aumentava o grupo de
discípulos.
3.
A estratégia de discipulado de Jesus continua atualizada.
Ainda hoje, algumas pessoas pensam que
a responsabilidade pela propagação do evangelho é somente dos líderes e pregadores.
Muitos estão acomodados com a rotina de atividades dentro dos templos. A
evangelização deixou de ser prioridade para alguns. Jesus disse que veio para
os doentes e não para os sãos. A Igreja deve atuar como um hospital, um local
para acolher os enfermos, mas para isso, precisa de pessoas capacitadas e
preparadas para receber e tratá-los adequadamente.
A conversão é uma obra espiritual realizada
pelo Espírito Santo, mas fazer discípulos é responsabilidade de cada cristão.
Essa era a estratégia de Jesus. As pessoas que ouviam e testemunhavam do poder
de Deus eram estimuladas a propagar as Boas-Novas em todos os lugares, de forma
simples e objetiva. Com isso as conversões cresciam a cada dia por meio do
discipulado. A tarefa da Igreja somente estará completa quando o novo crente
for integrado à vida da Igreja e for capacitado para fazer novos discípulos (2
Tm 2.2).
Pense!
Considerando que o discipulado é
responsabilidade de cada
cristão, jovem, qual tem sido a sua
contribuição?
Ponto Importante
Desde o início da Igreja o discipulado
tem sido a melhor estratégia de crescimento, pois desenvolve tanto o
discipulando como o discipulador.
III - A EFICÁCIA DO ENSINO DO MESTRE
(Mt 7.24-29)
1.
A didática do Mestre.
A eficácia do ensino de Jesus era
surpreendente, pois Ele conseguia falar para um público grande e diversificado
e mantê-los
atentos por horas. Ele fez uso de
várias ilustrações em seus sermões, pois elas conduziam os seus ouvintes a
imaginarem a cena citada de tal forma que os discípulos se sentiam
participantes ativos.
2.
Histórias utilizadas pelo Mestre.
Ao longo do Sermão do Monte, Jesus se utiliza
da parábola dos dois alicerces para ressaltar a diferença entre aqueles que ouvem
a sua palavra e a pratica; e os que somente a ouvem. Jesus mostra que a primeira
casa foi muito bem construída, pois o seu construtor a estabeleceu sobre um
fundamento seguro, a rocha. Jesus compara o construtor prudente à pessoa que
ouve os seus ensinos e os coloca em prática. O Mestre ensina que a nossa vida
(nossa casa) é construída mediante as nossas escolhas e que estas vão interferir
em nosso futuro.
Na segunda casa, o construtor utiliza a
areia como fundamento e tal ilustração chama a atenção para as práticas dos escribas,
fariseus e os líderes religiosos que viviam uma espiritualidade superficial e
hipócrita. Jesus mostra que a primeira casa se manterá de pé, mesmo diante das
intempéries da vida, mas a segunda será destruída. Sobre qual fundamento você
tem construído sua casa?
3.
O ensino de Jesus era o único que causava admiração (Mt 7.28,29).
Apesar de tudo que já foi escrito a
respeito do Mestre, o estudo de sua vida e obra continua edificando, exortando,
consolando seus discípulos e lhes causando admiração. Por isso, não é de se
estranhar o entusiasmo das multidões ao ouvir seus sermões (v.28).
Os métodos utilizados por Jesus em seu ensino
não eram novos; a grande maioria era conhecida, principalmente pelos mestres
judeus. No entanto, a maestria com que Ele os utilizava fazia uma grande
diferença no aprendizado dos seus ouvintes e os deixavam maravilhados. Porém,
isso não era o que mais impressionava e causava admiração nos seus discípulos e
naqueles que o ouviam. O que chamava a atenção do povo era a coerência entre o
que Jesus ensinava e o seu modo de vida. Enquanto os escribas, fariseus e demais
líderes viviam de aparência e falsas ostentações, o discurso de Jesus era coerente
com sua prática. Os anos passam, mas seus ensinos continuam admiráveis,
inigualáveis e capazes de transformar o mais vil pecador em filho de Deus,
tornando-o “um pescador de homens” (Mt 4.19).
Pense!
Jovem, sobre qual dos fundamentos
citados por Jesus, rocha ou areia, você está construindo sua casa?
Ponto Importante
Jesus, com a sua metodologia de ensino
e com a sua autoridade, fazia com que multidões o ouvissem voluntariamente por
horas.
SUBSÍDIO
“Discípulo era um termo
comum no século I para uma pessoa que era um seguidor compromissado de um líder
religioso, filosófico ou político. No mundo judaico, o termo era
particularmente usado para os estudantes de um rabi, o mestre religioso. Nos Evangelhos,
João Batista e os fariseus tinham grupos de discípulos (Mc 2.18; Mt 22.15,16).
Esses discípulos, com frequência, eram os alunos mais
promissores que passaram
pelo sistema de educação judaica — os que já tinham memorizado as Escrituras hebraicas
e demonstraram o potencial para aprender os ensinamentos específicos dos rabis
sobre a Lei e os profetas a fim de que pudesse ensinar isso a outros. Portanto,
era uma grande honra e responsabilidade ser chamado por um rabi para ser seu discípulo.
Os discípulos aprenderam os ensinamentos de seu rabi vivendo com ele e
seguindo-o aonde quer que vá. Uma frase daquele tempo descrevia os discípulos
como aqueles que ‘ficavam cobertos pela poeira do rabi’, porque, literalmente,
seguiam de muito perto seus mestres” (Guia Cristão de Leitura da Bíblia. 1.ed.
Rio de Janeiro: CPAD, 2013, p. 69).
CONCLUSÃO
Nesta lição, aprendemos que Jesus
escolheu os discípulos e investiu tempo para capacitá-los a fim de que se
tornassem discipuladores. Isso exigiu deles renúncias pessoais, profissionais e
até mesmo familiares. Aprendemos também que o modelo de discipulado de Jesus continua
atual e eficiente para o crescimento da Igreja na atualidade.
HORA DA REVISÃO
1. Segundo a lição, qual foi
o local do chamado dos discípulos?
De acordo com Mateus o local definido é
a Galileia.
2. O que caracteriza um
verdadeiro discípulo de Jesus?
É a sua disposição para segui-lo,
independente das circunstâncias.
3. De acordo com a lição,
quando Jesus iniciou o seu ministério terreno?
Jesus deu início ao seu ministério
terreno assim que soube da morte de João.
4. A estratégia de
discipulado de Jesus continua atualizada?
Sim. Ainda hoje, temos a
responsabilidade de fazer discípulos.
5. De quem é a
responsabilidade de fazer discípulos?
De todos os crentes.
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